Osmar fala em encerrar sua carreira jogando em alto nível pelo Santa Cruz

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Em entrevista exclusiva para o Blogdacobracoral, Osmar abre o coração e fala sobre o início da carreira no América-MG (1997 a 2004), as campanhas vitoriosas (2005) e desastrosas (2006, 2010) pelo Santa Cruz, além da transferência para o rival em 2007. Ele fala também sobre o momento atual do futebol brasileiro (tecendo duras críticas sobre a importação exagerada da filosofia europeia de trabalhar no futebol), das conversas com o Bom Senso FC sobre o fim dos campeonatos estaduais, o erro dos clubes em usar os campeonatos estaduais como parâmetro para as disputas nacionais, das expectativas quanto ao futuro no futebol e, para fechar, ele rasga elogios ao torcedor coral, demonstrando total vontade tanto em voltar a vestir o manto coral como também iniciar uma carreira de gestor nos bastidores do Arruda, após pendurar as chuteiras.

Ouça a entrevista completa em: https://soundcloud.com/coralface-santa-cruz/osmar-entrevista-completa-e-exclusiva-para-o-bcc-09062014

Goleiro Nilson conta os segredos do sucesso em sua carreira

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Paredão Coral de 1999 a 2003 abre o coração em entrevista exclusiva para o BCC.


Nascido em 26/12/1975 (38 anos), Nilson Corrêa Júnior, ou simplesmente Nilson, como é conhecido no mundo do futebol, conquistou uma importante marca em sua carreira: Tornou-se ídolo na maioria dos clubes que jogou clube, e referência entre os torcedores. Começou no Vitória-BA (1995 a 1998), depois passou por Santa Cruz-PE (1999, 2001–2003), Gama-DF (2000), Americano-RJ (2004), Náutico-PE (2004–2005), Vitória de Guimarães-POR (2005–2012), Persepolis (2012 – 2014), além de participações nas Seleções do Brasil (Sub-20 - 1995) e de Burkina Faso (em 2011). Em entrevista exclusiva para o Blogdacobracoral, Nilson conta quais os segredos de todo esse sucesso.

Blogdacobracoral: Qual foi o melhor é o pior momento que você viveu, quando defendeu as cores do Santa Cruz??

Nilson: Meu melhor momento foi quando nós subimos de divisão em 99 e meu pior momento foi no dia da minha saída do Santa Cruz.

Fale sobre os motivos que levaram a sua saída do Santa Cruz.
- Somente Zé Neves (presidente do clube na época) pode responder isso.

Então, você foi dispensado do clube? O que alegaram?
- Sim. O presidente me mandou embora, o porquê eu não sei. Ele alegou que meu salário era alto demais para o clube. Mas, eu acredito que qualidade não tem preço.

Você foi importante tanto para o Santa Cruz quanto pro Nautico. O que foi de diferente em cada uma das equipes? Qual delas marcou mais em sua carreira?
- Os dois marcaram muita a minha carreira. Não vejo um mais, outro menos. Penso que foi igual, mas com situações diferentes! Sou muito grato a Deus por ter jogado em ambos. No Santa, joguei quatro anos e meio e conquistei o acesso à Série A do Brasileiro (1999). No Náutico foi só um ano e meio, mas conquistei um Pernambucano (2004).
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Então, explique-nos qual é o segredo pra ser tão querido e idolatrado pelas equipes por onde passou. Como você lida com isso no dia-a-dia?
- Muito trabalho e honestidade para com o clube e as pessoas, o respeito, a dedicação e a entrega que tenho no meu trabalho. E, claro, a benção de Deus na minha vida.

Em 1999 o Santa Cruz subiu da Série B pra Série A com um dos piores times da sua história. Isso é praticamente uma unanimidade na torcida, que é muito grata a você pelos vários “milagres” que fazias nas partidas. Tanto é verdade que ainda hoje os torcedores dizem que "em 1999 nós subimos por causa de Nilson". Pra você, o que foi determinante para aquele grupo mudar de postura tão bruscamente e conquistar o acesso?
- Foi algo divino mesmo, sobrenatural. Mas, claro que as mudanças que houve no plantel, a vinda do Nereu (Pinheiro) apostando nos jovens da base e em alguns dos experientes (como eu, Tinho, Janduir, Márcio Alan e Valdomiro) fizeram toda a diferença. Éramos um time muito unido e trabalhador.

Naquele grupo, Além de você, quem também era visto como líder? E qual era o jogador que mais levava bronca de vocês?
- O Tinho era outro líder naquele grupo. Ele era o nosso capitão. Quanto a levar broncas, Já não me lembro mais qual era o jogador.

Quais jogadores da base, naquela época, apresentavam maior potencial pra futuro?!
- Tinham vários, como Marcelinho, Batata,  Arley, Nido, Baiano, e outros. Marcelinho era o que mais dava nas vistas com seu futebol, tanto que depois fez carreira em Portugal.
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Time do Santa Cruz que conquistou o acesso à Série A - 1999

Fala um pouco da sua experiência depois que saiu de Pernambuco. Quais os times que jogou e lugares por onde passou? O que aconteceu de positivo e negativo nesse período?
- Minhas experiências foram todas positivas, graças a Deus. Não tenho do que reclamar. Joguei sete anos no Vitória de Guimarães (Portugal), me tornei um ídolo e uma referência no clube; também estive dois anos no Iran, jogando no Persepolis e, de novo, me tornei ídolo, para a glória de Deus.

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Nilson atuando pelo Vitória de Guimarães (Portugal).

Depois dessas férias, quais são as pretensões: Voltar pro Iran, ou vais pra outro clube?
- Estou à espera de algumas coisas aqui na Europa; ainda não decidi sobre meu futuro.

Você pretende seguir os mesmos passos de Mineiro (ex-São Paulo) que, ao encerrar a carreira na Alemanha, resolveu seguir vivendo por lá mesmo?
- Em princípio, acho que devo seguir vivendo por aqui mesmo na Europa.

Quais são as principais diferenças em jogar no Brasil e na Europa?
- A organização, o calendário e o futebol, que é mais dinâmico e duro.

E quanto ao torcedor, quais as principais diferenças entre o europeu e o brasileiro?
- Os europeus não são tão festivos como os brasileiros, mas respeitam muito mais os jogadores.

Você tem acompanhado o desempenho de Tiago Cardoso, que defende a meta coral há três anos e que também caiu nas graças da torcida? Qual a mensagem que você gostaria de transmitir a ele?
- Tenho acompanhado sim, e quero parabeniza-lo pelo trabalho que está fazendo no Santa Cruz ao longo desses anos, com muita qualidade. Meu desejo é que ele continue assim.

Depois de tudo o que você já viveu, e ainda vive no futebol, se, ao olhar pra trás, se arrepende de alguma coisa que tenhas feito? Do que mais se orgulha? E o que mais te machucou no futebol?
- Não costumo olhar para as coisas que não foram boas na minha vida e na minha carreira. Valorizo, sim, tudo aquilo de bom que Deus me dá todos os dias. O que me orgulha hoje é saber que tenho 38 anos e estou jogando alto nível alto, me sentindo ótimo, em grandes condições atléticas, e ver clubes na Europa e na Ásia interessados no meu trabalho! Thanks God for all things! God bless You all (Obrigado Deus por tudo! Deus abençoe todos vocês).

Como mensagem final, imagine a seguinte cena: Você está diante do Arruda lotado, com um microfone em mãos e tem a oportunidade de falar com a massa coral. O que você diria a eles?  
- Obrigado por todo carinho que vocês sempre dispensaram comigo. Vocês são maravilhosos e fantásticos! God bless you all (Deus abençoe todos vocês).

“Contribuir com a evolução do Santa Cruz deve ser encarado como prioridade em minha carreira”.

Ex-Técnico fala sobre sua contribuição na revelação de atletas da base coral.

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Henry Lauar foi técnico das divisões de base do Santa Cruz em 2010 (último ano da gestão Fernando Bezerra Coelho) e foi um dos responsáveis pelo trabalho de que conseguiu a proeza de revelar atletas, mesmo sem ter um Centro de Treinamentos. Em entrevista exclusiva para o Blogdacobracoral.com, Henry abre o jogo e fala tudo sobre sua experiência no futebol pernambucano e trajetória profissional.


Blogdacobracoral: Por que escolheu a profissão de treinador de futebol? E por que escolheu as categorias de base?

Henry Lauar: Eu cursava Educação Física na Eseffego em 1993 e, num certo dia fui informado pelos professores da cadeira de futebol (Sérgio Luiz e Eduardo Braga) sobre uma possibilidade de estágio nas categorias de base do Goiás Esporte Clube, através do diretor e professor Marcos Brandão. Aceitei o convite e fui escolhido para a vaga, iniciando como Assistente de Preparação Física dos juniores. Depois, fui promovido a Preparador Físico da equipe profissional. Como técnico, meu primeiro trabalho foi na segunda divisão do futebol goiano, em 1999. Optei pela profissão de Treinador de Futebol porque percebi a possibilidade de contribuir mais e melhor no processo de Ensino-Aprendizagem-Treinamento-Performance.


Formação profissional.
- Sou pós-graduado em Treinamento Desportivo pela UEG, licenciado e graduado em Psicologia pela PUC-GO e Educação Física pela ESEFFEGO.

Comente um pouco sobre seu trabalho na base do Santa Cruz.
- Fui convidado em setembro de 2009 para trabalhar na montagem de um elenco de juniores para o ano de 2010 (gestão Fernado Bezerra Coelho). Ao chegar, optamos por dar continuidade ao excelente trabalho de base que já vinha sendo desenvolvido no clube. Na época, vários atletas jovens, ainda com idade para o juvenil, já tinham sido observados e avaliados. Jogamos o Campeonato Pernambucano Sub-20 de 2010 com uma base por atletas de juniores (primeiro ano) e muitos juvenis. Oscilamos bastante e não nos classificamos para as semifinais; contudo, vimos muita evolução em vários atletas que poderiam ajudar o time profissional num futuro próximo. No segundo semestre do mesmo ano, demos sequência ao trabalho de observação de atletas em vários bairros de Recife, Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe, além das cidades do interior, como Ferreiros, Sertânia, Itambé, Carnaíba, Joaquim Nabuco, Sirinhaém, Pedras de Fogo-PB e outras.


Que jogadores que foram revelados por você e hoje estão seguindo como atletas profissionais?
Penso que a revelação dos atletas não foi uma exclusividade do meu trabalho, mas antes de tudo, do desempenho de cada atleta e, depois, do trabalho continuo das comissões técnicas e direções anteriores e posteriores a minha passagem pelo Santa Cruz. Entretanto, tive a oportunidade de avaliar, selecionar, trabalhar e desenvolver alguns atletas na base, dentre eles: Gilberto, Natan, Memo, Renatinho, Everton Senna, Wadson, Renato Camilo, Jonatha, Wellington, Netto, Victor Hugo. Só tenho a agradecer por todo o empenho deles, em parceira com o nosso trabalho.
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Quais foram os motivos da sua saída do Santa Cruz?
- Acho que tudo aconteceu devido às mudanças no comando diretivo do clube (saída de FBC, e entrada de ALN), a opção por um novo comando técnico e a contenção de despesas.

Você sente vontade de voltar a trabalhar no Santa Cruz?
- Sou um profissional que ama o que faz. Procuro sempre fazer o melhor, e bem feito. Um chamado para contribuir ainda mais com a evolução do Santa Cruz deve ser encarado como prioridade em minha carreira.

Além do Santa Cruz, quais foram os outros clube em que trabalhou?
- Iniciei no Goiás (1993 a 1995) como Preparador Físico, onde formos campeões estaduais e ascendemos para a Série A do Campeonato Brasileiro. Depois voltei a trabalhar no clube de 2002 a 2004, desta feita como treinador, revelando vários atletas da faixa de 11 a 14 anos, que hoje são atletas das séries A e B do Brasileirão e com passagens pela Seleção Brasileira de base. Depois trabalhei por outras equipes goianas no Itumbiara, Jataiense, Anápolis e Atlético, todas como Preparador Físico. Iniciei a carreira de Técnico em 1999 no Minaçu-GO; de 2000 a 2001 trabalhei no Goianésia-GO e na base do Atlético-GO. Tive uma experiência única no Oklahoma Baptist University (2006 a 2008), tanto profissional quanto cultural (aprendendo outro idioma). De 2009 a 2010 trabalhei no Uberlândia-MG (equipe Sub-20); 2011 no Bragantino-PA (onde fui campeão paraense da 2ª divisão); de 2012 a 2013 trabalhei no Atlético de Alagoinhas, Trindade e Goianésia-GO.

Queremos saber sua opinião sobre a seguinte pergunta: Como deve ser o trabalho de base nos clubes e em que nível os clubes de Pernambuco estão nesse quesito?
- É preciso pensar o trabalho de base no formato de ciclo olímpico (de 03 a 05 anos). Ou seja, um período de preparação completa de um atleta, da base ao profissional, é de um a três ciclos olímpicos (03 a 15 anos), período ideal para treinar o atleta exaustivamente nos fundamentos, dispondo de amplo recurso de materiais tecnológicos e com total disponibilidade dos equipamentos básicos para prática do futebol (campos, bolas, etc). Outro aspecto importante é a formação integral do atleta, preparando-o para levar uma vida de desportista, sendo efetivamente um atleta de futebol profissional. E isso requer investimentos.

Ganhar campeonatos na base é importante, mas não é o fundamental. O foco deve ser o ganho na performance esportiva de alta qualidade, de preferência com atletas em idade precoce (quanto mais cedo o atleta chegar ao alto nível, mais tempo ele e a equipe poderão desfrutar da qualidade de desempenho). Só que para isso, os clubes precisam investir bem, tanto na estrutura, como nos profissionais executores e nos atletas de potencial reconhecido. Devem deixar de lado a paixão clubista local e partir para uma visão de disputa nacional, além de visar a entrada em mercados internacionais de negociação de atletas. Isso traz um retro investimento no clube, melhoria da estrutura e na formação continua de novos atletas.

Como explicar o fato de muitos jovens subirem da base para o profissional apresentando problemas básicos de fundamentos (como passes, finalizações, posicionamento, desarmes)?
- Quando se encontra um ambiente favorável para aprender, as coisas acontecem de forma rápida e com eficiência. Cobrar de quem tem potencial e dispõe das melhores condições para esse desenvovimento é justo e deve ser feito em nível máximo. Agora, cobrar de quem tem potencial mas não tem bola, nem campo para treinar, onde os treinadores têm de correr atrás de outros empregos para garantir seu sustento e os atletas chegam ao profissional sem ter uma formação pessoal e profissional adequada é, no mínimo, injusta. A probabilidade de sucesso é mínima e, geralmente, cheia de problemas e incertezas.

Levando em consideração que sempre há o risco de “queimar” um atleta vindo da base, em sua opinião, qual é o melhor momento lança-lo no time profissional?  
- O mais rápido possível. Se um atleta apresentou qualidade no desempenho, deve ser guindado para as escalas superiores, sendo estimulado a progredir. Por exemplo, se um atleta se destacou no infantil, deve subir para os juvenis; destacou-se nos juvenis, sobe para os juniores; destacou-se nos juniores, vai para uma equipe B ou deve ser emprestado para outra equipe, com o fim de adquirir mais experiência competitiva, repetindo o sucesso. Em caso de comprovação da eficácia, o atleta retorna e é reintegrado na equipe profissional como uma aposta e/ou uma opção real, para resolver com eficiência as solicitações da competição.

Consequentemente, porque há uma impaciência tão grande de dirigentes e torcedores pernambucanos sobre os atletas das categorias de base?
- Porque se percebe logo de cara que o atleta ainda não está totalmente preparado para aquela exigência, e que não há tempo para deixa-lo pronto na equipe profissional. Além disso, existe a cobrança em caso de derrotas sucessivas.  Tudo isso é fruto do “barato que sai caro”. O baixo investimento na base minimiza a probabilidade de sucesso. A chance desse atleta “acontecer” é remota. Com isso, contrata-se outro atleta de custo maior, que traz consigo a “mídia da novidade”, mas, nem sempre tão eficiente, além de gerar ônus que pode endividar ainda mais o clube.

Enquanto profissional como você se projeta daqui a 05 anos? O que o homem Henry espera que o profissional Henry faça nesse período e vice-versa?
- Conquistar mais espaço profissional, conquistar mais títulos; mas sempre com a consciência tranquila e as mãos limpas.

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Agradecemos ao Heny Lauar pela disponibilidade em participar dessa entrevista exclusiva, como também destacamos e agradecemos pela participação de Henrique Coelho, que foi o elo entre o entrevistado e nós.

Em busca do elo perdido

Time que só empata. Essa tem sido a tônica do Mais Querido do Nordeste no início desta Série B. São quatro empates em quatro jogos. Se por um lado podemos vibrar porque o time ainda não perdeu, por outro temos que lamentar, pois as vitórias também não vêm. Por um lado, os mais entusiasmados (como o técnico Sérgio Guedes e nós) vêem que o time está crescendo e pecando nos detalhes; por outro, os mais pessimistas não conseguem enxergar avanço e pedem mudanças (concordamos com esta última).

Pois bem, na partida desta tarde de sábado (17/05) contra o Icasa-CE no estádio Romeirão (em Juazeiro-CE) às 16:20h, O Santa Cruz vai em busca da vitória, para quebrar essa sequência de empates e trazer de volta o elo que se perdeu desde as finais do Campeonato Pernambucano: Time Guerreiros & Torcida Mais Apaixonada. Somente uma sequência de bons resultados e boas partidas trará a empolgação do torcedor de volta aos jogos. Quando isso acontecer, o Mais Querido será imbatível dentro de casa.

Falando do jogo, o técnico Sérgio Guedes aguarda a palavra final do departamento de fisiologia para definir o time. Caso tudo esteja dentro da CNTP (Condições Normais de Temperatura e Pressão), os guerreiros corais devem ir à campo no mesmo 4-3-1-2 do jogo contra o Botafogo-PB, com: Tiago Cardoso; Nininho, Everton Sena, Renan Fonseca, Renatinho; Sandro Manoel, Danilo Pires, Luciano Sorriso e Carlos Alberto; Pingo e Léo Gamalho. Estamos na torcida para que Carlos Alberto confirme a boa fase dos últimos jogos e que Léo Gamalho desencante, voltando a fazer gols. Enquanto isso, também torcemos para que Everton Sena e Luciano Sorriso se recuperem, pois ambos estão deixando muito à desejar.

A partida será transmitida, ao vivo, pela TV Globo NE e pelo Canal Premiere. Convidamos você também para acompanhar o lance-a-lance, análises e comentários sobre o jogo pela página do Blog no Facebook. Venha interagir conosco torcedor e ajude o BCC a escolher o destaque da partida (novidade), durante a transmissão.

#VamosVencerSanta!

- Por Linaldo Lima

42 atletas no plantel, o quê fazer?

O plantel do Santa Cruz é composto de 42 atletas, mas há um grande número de jogadores oriundos da base: 15, sendo que só 7 são aproveitados no grupo principal (Nininho, Everton Sena, Memo, Natan, Raniel, Renatinho e Jefferson Maranhão). Enquanto os outros estão escorados no grupo.

Além dos jogadores da base, há aqueles que não são utilizados no time: Vágner, Leandro Souza, Clay e Everton. E não podemos esquecer dos que estão no Departamento Médico do clube: Cassiano, Ramirez, Tiago Costa e Natan*.

Também fazem parte do grupo os recém contratado: Julinho, Marllon, Émerson Santos e Danillo Pires – esse último o único regularizado, até então. E já foi aproveitado em duas oportunidades: Série B, contra o Luverdense; e na Copa do Brasil, contra o Botafogo-PB.

 

Este é o completo plantel do Santa Cruz Futebol Clube, hoje:

Goleiros: Tiago Cardoso, Fred, Diego Lima, Wadson e Cley

Laterais-direito: Nininho, Oziel e Iranílson

Zagueiros: Everton Sena, Renan Fonseca, Leandro Souza, Vágner, Marllon, Danilo Cirqueira e Renato Camilo

Laterais-esquerdo: Zeca, Julinho, Tiago Costa e Patrick

Volantes (1º volante): Sandro Manoel, Memo, Everton, Ramirez.
Volantes (2º volante): Luciano Sorriso, Emerson Santos, Wellington e Jonatha.
Volantes (3º volante): Carlos Alberto e Danilo Pires

Meias de movimentação: Renatinho, Jefferson Maranhão e Raniel.
Meias de criação: Raul e Natan.

Atacantes (atacantes laterais): Flávio Caça-Rato, Pingo, Cassiano.
Atacantes (centroavante): Léo Gamalho, Betinho, Adilson, Netto, Wágner Júnior.

Fonte: Globoesporte.

Com o levantamento dos nomes, na minha visão, deveriam ser tomadas algumas decisões:

DISPENSAR / NEGOCIAR / EMPRESTAR

Atletas que não vêm sendo utilizados e os que serão mais bem empregados em outros clubes, como: Vágner, Diego Lima, Leandro Souza, Flávio Caça-Rato, Memo, Oziel, Clay e Raul. Alguns têm o salário na média do clube, podendo ser negociados e assim diminuir as despesas do clube.

Se houver propostas, o clube não se deve dar ao luxo de não negociar esses jogadores. Será tão bom financeiramente como tecnicamente.


EMPRESTAR

Os jogadores da base precisam ser emprestados a outras equipes e, assim, adquirir experiência; quando voltarem, estarão mais preparado para estar no grupo do Santa Cruz. Podem até ser negociados com equipes da região Nordeste, que estão disputando o campeonato da Séries C: Salgueiro, Fortaleza, Botafogo-PB, Treze, CRB, ASA (o Paysandu pode entrar na lista, embora seja da Região Norte); e as que irão participar da Série D: Porto, Central, Guarany de Sobral e Vitória da Conquista.

Os garotos iriam voltar maduros e aptos a vestirem a camisa do Santa Cruz. Poderiam ser emprestados: Wadson, Patrick, Nininho, Danilo Cirqueira, Renato Camilo, Iranílson, Jonatha, Wellington, Netto e Wagner.

Mas é claro que nessa negociação deve ter uma divisão na honra dos honorários dos atletas, sendo um ajuda em dose dupla ao Santa Cruz.

Vamos lembrar do caso de Gilberto. Quando era recém saído da base, Giba era muito criticado e não tinha muito espaço no time, foi emprestado ao Vitória, e, foi destaque do time e ganhou muita experiência. Voltou ao Santa. Após a contusão de Thiago Cunha, em 2011, Gilberto foi acionado no time titular e explodiu no Tricolor, com direito à golaços, artilharia e ao título de campeão pernambucano, e, Giba foi eleito o melhor atacante do campeonato. No término do campeonato G9 foi disputado entre o Corinthians e Internacional, preferiu o frio sul gaúcho. Hoje, Gilberto está a liga LA americana-canadense pelo time do Toronto.


CONTRATAR:

- 02 (dois) laterais-direito.
- 02 (dois) zagueiros; de preferência sendo um canhoto.
- 01 (um) 1º volante; para brigar posição com Sandro Manoel.
- 02 (dois) meias de criação; junto com o sistema defensivo, vem sendo o setor mais deficiente do time.
- 01 (um) atacante de velocidade; para jogar pelos lados.


#PorUmSantaMelhor

- João Vitor Soares

A MELHOR RESPOSTA…

…É comparecer ao estádio, torcedor. Para explicar melhor, nos remeteremos a seguinte história: Certo dia, o Senhor Jesus estava entrando numa cidade chamada Naim (com seus discípulos e uma multidão) e, ao mesmo tempo, estava saindo da cidade um enterro do filho único de uma viúva, que também estava sendo seguido por uma multidão. Quando as duas multidões se encontraram, Jesus se compadeceu daquela viúva e ressuscitou o seu filho (a história completa você pode conferir no livro de Lucas 7: 11 – 17). Moral da história: A morte nunca triunfará sobre o poder da vida. Para corroborar com esse pensamento, uma parte da oração de São Francisco de Assis diz “onde houver ódio, que eu leve o amor”.

É, portanto, com base nesses argumentos que convocamos o verdadeiro torcedor do Santa Cruz Futebol Clube, que é apaixonado por esse clube centenário, a vestir a sua camisa (a do clube) e ir ao jogo deste sábado (10/05) na Arena Pernambuco, onde o Mais Querido jogará contra o Luverdense, partida válida pela quarta rodada do Brasileirão Série B 2014. Mesmo entendendo que o torcedor se sente inseguro por causa da violência que tem manchado há tempos o nosso futebol, única e exclusivamente por causa desse câncer chamado torcida (DES)organizada e, também, pela falta de pulso do Poder Público e dos Dirigentes de Clubes, não podemos dar lugar ao comodismo do nosso sofá e nos tornar torcedor “pé-de-rádio” ou somente “assinante do première”, enquanto os estádios são enfestados por esses marginais. Tá na hora de diferenciar o joio do trigo, de mostrar quem realmente torce apaixonadamente pelo Santa Cruz… E isso se mostra indo à campo, comprovando o slogan de Torcida mais apaixonada do Brasil, que não nos foi dado por acaso.

Sendo assim, convocamos a massa coral para lotar a Arena Pernambuco neste sábado, vestindo a sua camisa do clube e apoiando nossa equipe em mais um duelo difícil pela busca do acesso à Série A 2015. Aproveite também para vaiar todo e qualquer cântico de torcida organizada, toda e qualquer faixa de torcida e, por favor, NÃO VISTA a camisa de nenhuma delas… Elas NÃO NOS REPRESENTAM.

Para finalizar, só mais um recadinho ao torcedor que possa ainda estar indeciso: Só há uma maneira em que o mal vencerá o bem: Quando o bem não fizer nada! Compartilhe essa idéia.

#FechadoComOSanta!

- Por Linaldo Lima

Era uma vez, um Paulo… dois Paulos, três…

Sexta-feira, dia 02 nos idos de maio. Paulo deixa seu filho em casa, sua mãe tomando conta dele e vai ao estádio assistir a uma partida de futebol. No caminho encontra alguns companheiros de arquibancada, torcedor do mesmo clube que ele, mas eles não vão assistir ao jogo do clube do coração deles e sim do maior rival.

Ué!? Pra quê então ir ao jogo? Qual o porquê de encarar o dilúvio que castigava Recife naquela noite de sexta-feira? Qual o motivo?

Esse e muitos outros paulos acabaram morrendo e/ou matando por motivos fúteis. Em nome de um grito de guerra, de uma camisa e de um escudo que nem representam os seus clubes de coração.

Quantos outros paulos ainda seremos obrigados a ver e noticiar, morrendo e matando escorados na inércia (queira Deus que não seja proposital - teoria da conspiração?) do Ministério Público que, em vez de tomar a medida que todo cidadão de bem que frequenta estádios tanto anseia, prefere colocar os seus policiais, alguns deles sem o menor preparo, na linha de frente para mostrar seu “desconforto” com o situação, assistindo a tudo de braços cruzados.

Até quando veremos esse banho de sangue que estampa os jornais de segundas-feiras do norte ao sul do país, após uma rodada ou outra de campeonato financiado pelos presidentes de clubes que vivem do coronelismo retrógrado e trocam viagens e ingressos por alienados votos de cabresto?

Há tempos as organizadas exaltam seus próprios nomes após os gols em detrimento ao de suas equipes. O próprio torcedor que compra seus produtos e entoam os seus cantos cheios de ódio e vandalismo acaba tendo parte na responsabilidade de alimentar esse monstro que acabou nascendo nas arquibancadas e hoje aterrorizam a cidade a cada domingos de clássico.

A cada paulo que morre, morre aos poucos o futebol brasileiro, pois os seus responsáveis ainda permitem que inúmeros paulos passem pelas catracas dos estádios com a única intenção de gerar a desordem e destruir a vida de um outro paulo rival. Afastando o José que deixa o seu medo de acabar morto como um paulo, suplantar o amor pelo seu clube do coração.

DESABAFO! O que realmente aconteceu no Arruda e você não viu na TV

Hoje fui ao protesto no Arruda. Cheguei, junto com meu amigo, pontualmente às 14h. Como a concentração de torcedores ainda era muito pequena, ficamos conversando sobre o clube com outros torcedores na loja. Após cerca de 40 minutos presenciamos cenas lamentáveis vindas do presidente Antônio Luiz Neto.

Primeiramente, questionamos sobre o fato de fechar os treinamentos sempre que está marcado um protesto. O presidente respondeu de forma debochada e desrespeitosa: "Protesto? Que protesto?" rindo ironicamente. Após isso, perguntamos sobre a prestação de contas inexistente no clube. O que o mandatário disse foi: "Sou tricampeão. Não preciso disso. Quem quiser prestação de conta tá aí pra quem quer ver." O presidente continuou rindo dos torcedores que o questionavam, e a partir daí começaram xingamentos, dizendo que o Santa Cruz não precisava do presidente.

É uma pena que os que sustentam o clube sejam tão mal tratados. Para conseguir entrar no treinamento foram quase duas horas de negociação direta com a polícia militar e os funcionários do clube. Após todo o desgaste, conseguimos assistir o final do treino e fizemos as cobranças diretamente à cúpula coral, principalmente Ataíde, Sandro Barbosa e ALN.

Em relação às confusões que ocorreram no começo do protesto, a minoria era da TOIC (Inferno Coral) e apenas cinco torcedores mais exaltados(sem o apoio dos diretores da torcida) invadiram o vestiário. Mesmo assim, ninguém foi agredido e a única coisa que sofreu danos foi a porta que foi arrombada. Fora isso, houveram agressões verbais, mas não físicas.

Eu amo o Santa Cruz! Por isso saio de casa e vou pro Arruda cobrar melhoras! Por isso protesto. Por isso insisto na mudança. Pois sei que nosso time é GRANDE e tem potencial pra se tornar muito maior!

Por Felipe Lins

Gustavo Dubeux estava certo: estagiário!

Na maioria dos locais de trabalho, o estagiário é o responsável por fazer as maiores burradas possíveis. Ano passado, Gustavo Dubeux chamou o nosso diretor de futebol Constantino Júnior de estagiário, alegando (com razão) que ele tinha muito que aprender. Naquele período, muitos achavam que  Dubeux tinha pirado de vez: mas não estava. 

No ano do centenário, como nunca, vimos a real necessidade de profissionalização nos nossos setores de futebol, ou do inexistente marketing. E, como esse ano não contamos com a sorte dos anos anteriores, o amadorismo veio à tona para nos estuprar em todos os campeonato que disputamos.

Em nenhuma posição temos mais de um jogador do nível que a série B pede. Ainda estamos com Caça-Rato de titular. E, agora, o Sandro Barbosa vai ser gestor de futebol. Ou seja, voltamos a era da brodagem. Quem será o novo Ramalho? 

Rumo à Série C!

Victor Matheus da Silva